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domingo, 16 de janeiro de 2011

TRAGÉDIA NO RIO - quer ajudar? CRUZ VERMELHA do MA tá de plantão recebendo DOAÇÕES

Emergência no Rio de Janeiro
Saiba como doar
Solidariedade às vítimas das chuvas no RJ
A Cruz Vermelha Brasileira Filial no MA tá desencadeando uma campanha de auxílio aos afetados pelas chuvas na Região Serrana do RJ.
Estão de plantão recebendo doações na Sede da Cruz Vermelha na Avenida Getúlio Vargas nº 2342 – Monte Castelo – CEP: 65.030-005 – São Luís – MA

Nesse momento, as principais NECESSIDADES são:

* Água Mineral
* Medicamentos básicos
* Alimentos não-perecíveis
* Produtos de higiene pessoal
* Fósforos/velas/isqueiros
* Colchões/colchonetes (em condições de uso)

OBSERVAÇÃO: POR UMA QUESTÃO DE LOGISTICA (OTIMIZAÇÃO DE TRANSPORTE E SELEÇÃO) RECOMENDAMOS NÃO DOAR ROUPAS.

HORÁRIO PARA ENTREGA DE DONATIVOS: 8:00 ÀS 19:00
(PLANTÃO – TODOS OS DIAS DA SEMANA)

Estão trabalhando em parceria pra auxiliar as vítimas dessa catástrofe sem proporções e já considerada a maior da história do País. Esperam contar com a ajuda da comunidade e organismos públicos e privados.
Outras infos podem ser prestadas pelo telefone: (98) 3231-8757.
Bora ver minha gente; Quem puder ajudar, A HORA É ESSA!

Uma saga por terra e pelo ar, sob chuva, para salvar a família

Tarden, finalmente, com a família: resgate depois de 35 km de caminhada
Depois de caminhar 35 quilômetros na chuva, ele conseguiu. Fábio Tarden saiu de Vargem Alta e foi até o 11º BPM em Nova Friburgo para pedir um helicóptero. Sua mulher, Ana Paula, e seus três filhos, com idades entre um mês e quatro anos, estavam ilhados na casa onde moram, no bairro de Catarcione. Com uma pequena trégua no mau tempo, foi possível chegar até eles neste sábado. As crianças choravam muito, e nem o balão branco entregue pela policial foi suficiente para distraí-las. “Não agüento mais, não aguento mais”, repetia Ana Paula.


Depois de passar pela triagem médica, a família foi para o refeitório, a primeira refeição sem medo em quatro dias. Até então, a comida era pouca e a água, racionada. Tarden estava trabalhando em Vargem Alta quando a tragédia começou. Vive da plantação de rosas, crisântemos e chuvas de prata. Tudo perdido. “Mas o pior é o tanto de corpo que tem por aí. Ninguém imagina”, diz. O resto da família estava no outro lado da cidade, esperando que ele voltasse e conseguisse salvá-los.

Os pés de Ana Paula, em chinelos de dedos cheios de barro, sacodem ansiosos embaixo da mesa. “Não quero ficar em abrigo, precisamos ir para a casa da sua mãe. Pede para levarem a gente”, pede ao marido, mais de uma vez, enquanto devoram marmitas de arroz, feijão, purê de batata e bife. Ana Clara, de 4 anos, se dá conta de que tem um brinquedo, e agora sim dá bola para o balão branco marcado por mãozinhas de lama. “Olha mãe!”, diz, ensaiando uma felicidade.

Tarden ainda precisa encontrar a irmã, sua segunda missão. “Minha mãe fica me ligando e perguntando se já tenho notícias dela. Eu minto, falo que sim, que está beleza. Vou falar o quê? Que não sei se está viva ou morta?” Os policiais do batalhão prometem ajudar assim que a chuva parar. Em poucos minutos, o que era uma garoa fina vira tempestade. E Ana Paula, Tarden, as três crianças e toda a cidade de Nova Friburgo, voltam a respirar mais forte. Provavelmente, não é nesta tarde que eles irão para casa, nem terão notícias de quem procuram.

Manuela Franceschini